Ginástica laboral na Cidade do Saber: bem-estar, saúde e melhor desempenho no trabalho

Foto: Elba Coelho
 Há cinco meses, as segundas, quartas e sextas-feiras, são  sinônimos de bem-estar e saúde para os funcionários da  Cidade do Saber. Durante esses dias, os funcionários do  setor administrativo, serviços gerais, professores e  coordenadores participam do programa de Ginástica  Laboral, coordenado pelo professor Joel Meneses. As  atividades são realizadas no inicio da jornada de trabalho e  consiste na prática de atividades de alongamento e  relaxamento.

 “A ginástica laboral tem o propósito de reduzir as queixas  de dores musculares, principalmente nas regiões dorsal e  cervical, regiões em que registramos o maior índice de  queixas durante a avaliação física realizada com todos os  funcionários contemplados”, esclarece o professor.

 O objetivo principal do programa é promover a prática  regular de atividade física por parte dos colaboradores,  através da adoção de um estilo de vida mais saudável. “O sedentarismo é um dos fatores que comprometem a saúde e o rendimento do trabalhador e eleva os riscos para o desenvolvimento de doenças ocupacionais”, adverte Joel.

A justificativa do professor Joel se vale de pesquisas que apontam que um trabalhador que pratica atividade física regularmente diminui em 30% as chances de adquirir doenças como diabetes e hipertensão. 

“Dá uma disposição maior para o trabalho. Depois que faço a laboral me sinto melhor. Sinto que estou fazendo bem para o meu corpo”, conta Shelly Lima, colaboradora da Cidade do Saber. 

Para as empresas, oferecer tais atividades também é vantagem. Além de reduzir o número de funcionários com problemas de saúde, o que diminui os custos com novas contratações para reposição de pessoal qualificado, as atividades laborais ainda melhoram os índices de satisfação dos colaboradores.

O começo

A ginástica laboral no começo era denominada de “ginástica de pausa”, iniciou-se na indústria com o objetivo de descanso dos operários. Nos anos 60, a ginástica laboral consolidou-se como atividade obrigatória no Japão. Nos EUA, cerca de 50 empresas estavam envolvidas em programas de ginástica laboral.

No Brasil em 1974, no Rio de Janeiro a empresa Ishibrás, implantou a “ginástica laboral” no inicio do turno e a “ginástica compensatória” durante a jornada de trabalho.

Segundo o professor Joel Meneses, a ginástica laboral é uma das ferramentas do programa de qualidade de vida, implantada por empresas. “Estas empresas reconhecem que não basta apenas pedir para que os seus funcionários reproduzam os movimentos de alongamentos, realizados por outro funcionário previamente treinado, é preciso direcionar a ginástica laboral como parte de um programa de promoção à saúde do trabalhador, realizando atividades lúdicas, esporte e lazer”.

Ascom / Cidade do Saber
14.04.08