![]() O
frade dominicano e escritor Carlos Alberto Libânio Christo,
conhecido como Frei Betto, chega à Camaçari na
próxima sexta-feira (07/11), quando participa do
seminário Políticas Públicas, Caminhos para a
Cidadania, a ser realizado no teatro da Cidade do Saber Professor
Raymundo Pinheiro, a partir das 9h. O seminário marca o encerramento das atividades do Projeto Avançar em 2008. O programa visa a qualificação dos servidores públicos das secretarias Administração, Saúde e Educação de forma a contribuir para uma gestão mais eficiente. Nesta etapa, a participação no evento será restrita aos profissionais da Educação. No mês passado, os funcionários da Saúde foram contemplados com a palestra de Leonardo Boff, um dos mais influentes filósofos da atualidade e um dos mais famosos teólogos do Brasil. Também participam do seminário de Políticas Públicas, Caminhos para a Cidadania o doutor e filósofo Jader Souza, a professora e doutora em educação pela UFBA, Eni Bastos, o secretário da Educação (Seduc) de Camaçari, Luiz Valter Lima, e o secretário da Educação do Estado, Adeum Sauer. Durante o seminário haverá a venda de livros de Frei Betto e Jader Souza, que farão sessão de autógrafos no decorrer do evento. FREI BETTO Natural de Belo Horizonte (MG), Frei Betto, 64 anos, estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia. Frade dominicano e escritor, é autor de 44 livros, com obras editadas em vários países. O livro de memórias Batismo de sangue e a obra coletiva Mysterium Creationes - Um olhar interdisciplinar sobre o Universo, renderam a ele o prêmio Jabuti, concedido pela Câmara Brasileira do Livro em 1985 e 2000, respectivamente. Adepto da Teologia da Libertação, é militante de movimentos pastorais e sociais, tendo ocupado a função de assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2004, e coordenado o trabalho de mobilização social do programa Fome Zero. Frei Betto recebeu ainda vários prêmios pela atuação em prol dos direitos humanos e a favor dos movimentos populares, a exemplo do prêmio de Direitos Humanos da Fundação Bruno Kreisky, recebido em 1987, em Viena. Na Itália, foi a primeira personalidade brasileira a receber o prêmio Paolo E. Borsellino pelo trabalho em prol dos direitos humanos, concedido em maio de 1998, ano em que também recebeu a Medalha Chico Mendes de Resistência, concedida pelo Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro. Durante a ditadura militar no Brasil, o filósofo foi preso por duas vezes em 1964, durante 15 dias; e entre 1969-1973. A experiência que teve na prisão está relatada no livro Batismo de Sangue, traduzido na França e na Itália. ASCOM/PMC
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